Mauricio Salles Vasconcelos
“Procurem mostrar uma outra lógica que não é a da palavra (…) O mais importante são as coisas que as pessoas não sabem que vivem”
Esqueci-me do alguém da citação. Vem, contudo, do período crítico (mais do q clínico). As alamedas de Sanatorinhos se ramificam em casas baixas prestas a ser demolidas no Bairro Pinheiros, Capital de Glória na América Latina em Alta Retração do Revolvimento dos Seres. Evite usar a palavra Revolução de modo a escutar as mutantes linhas que sigo. Bifurco a área contaminada, sem deixar de contar sua existência, de mira no romance-de-vida feito só agora. Não dá para contar com adiamento, nem a meta num montante de visibilidade, aparições no mercado e número de gozos obtidos.
À maneira de rodapés consultados em compulsão, vejo as nervuras de que sou feito (evito declinações Gender e Gregarismos). Inervação-Paradoxo, estou no interior de um romance e logo corto a sequência onde pareço me entregar
Rodapé reincidente “O Velho Psicanalista são seus
(Mais do que analisandos/visitantes)
São seus corredores e falhas nos tapetes tão floridos quanto poeirentos, cortinas tocam suas abas de ponta a ponta por força do obsedante vento. Ele está em causa, ladeado por seu mestre ancestral (retrato invisível posto contra as costas das visitas). Vai se tornando sala aquela lugar-exclusivo-expediente/ponto onde se rememora do modo mais solitário (o homem, o ouvinte).
Enquanto histórias se superpõem ante seus próprios olhos neutralizadores de qualquer risco de abismo e fantasia de fim”
Darei exatamente o título do romance a caminho: O Psicanalista (Fantasia de Fim)
Assim fico liberada para dizer de segundo a segundo meu próximo sexo. O que contém um segredo (não o “segredinho sujo” expropriado até à expulsão, por Mr. D. H. Lawrence)
Acontece que um livro, depois de editado, não libera ninguém. A partir daí é q começam a jorrar os dados nada duais. Fazem trípicle sequência sobre o sexteto ladeado de um mero jogo-de-azar. O Asaro. Tudo que fala azara alguém. Isto é o livro e o sequente acontecimento a envolver uma autoria. Principalmente no esquadrinhado escopo da Cultura-Romance. “Há que se obter uma ética da sedução”. Para lá das urdiduras de Mme de La Fayette e do tramado de dor/história nos picos do desespero em M. Duras ou Maura L. Cançado.
Cada vez acredito no que se configura no papel. Não sou o centro dos lançamentos. O suporte branco caderno tela-abscissa recria minha pretensa história-de-vida. Vamos dizer, Teti Conrado. – Aceite o lado/dado – Vamos dizê-la.
