@mauriciosallesvasconcelos

futebol           Em seu livro, Postar, Fabular, um intenso intercâmbio com meu Postar (Popstar) se enuncia. O autor de Disco Dublê (Kotter, Curitiba: 2018) aponta no livro citado o modo como o romance assinado por mim faz vir à tona as linhas cruzadas com o real e as ondas informacionais que se condensam, de uma certa/orbitante forma à maquínica web, mas estão viralizadas em vitrais/ramais por toda sorte de convivência, comporta/portal. De tal maneira que a bifurcação entre uma dita plugagem tecnoctrônica e um dito real (acachapante por força do período miliciano-militar vivido pelo Brasil desse agora) tenta por vezes se homogeneizar. Mas acontece, em contrapolos rebeldes a qualquer ética adestrada, um baralhamento salvador por ordem de um jogo nunca fechado na competição hegemônica do perde-ganha.

Está, aliás, na proliferação de imagens desdobradas de cartas, cartões-postais de uma remissiva realidade, sempre em busca e incessada continuidade, nosso modo de viver a fábula do mundo (como se fosse, era uma vez a moral de uma postagem).

Tudo o que insemina o espaço de um romance. São outros alinhamentos e espaçamentos aqueles contidos na página-in fabula.

Indispensáveis se mostram os chamados vindos off-line (do que se lê diretamente num entrecho-romance ao mesmo tempo percutido por uma consulta à tela-info). Situa-se em tal intermitência intervalante, o que pode se chamar de escrita. Até porque nunca se viveu antes sob um número transfinito de códigos em correspondência sempre vicária com as incontáveis criaturas interpostas ao Placar Realidade. Migrações enormes desnorteiam a conferência distrital das nacionalidades. Na autoaferição da sexy-identidade, já somos muitos copuláveis pontos de atração e imantada forma de desejar disseminada naquele encontro repousante de um eu com seu pretenso soberano vazio.

Lembro-me, num repente, da épica proposta por Hermann Broch. Através de um pesponto (exo-relato) simultaneamente advindo de Virgilio, assim como do século bélico passado e da atmosfera assoprada/assoviada por um canto anônimo popular aderido a  um jovem passante: rito-ritornelo como motivo da vida de todos; até o fim se enfrenta um escoamento/endereçamento perdido de visto e vista (súmula incapaz acerca de um sujeito). Assim é o q me parece a escrita em enveredamento no corpo de títulos sob a senha MSV. Meu modo de manter em colóquio com o maior interlocutor do que produzo com o nome-literatura é traduzí-lo: Movimento-Ser-Virtual.

Nossos livros nunca param de se entrelaçar. Há máquinas entre nós. Em extracampo de fomentações fabulares colhidas no continuum histórico-real inseparável do que somos distraidamente como pessoas, envolvidas com instantâneas questões (linhas de uma autoria firmada em capas de livros).

Quanto mais assino teti conrado (em outra ponta de real extremo-espaçotempo) Eu Mauricio Salles Vasconcelos.

Avatar de Desconhecido

Autor: Kobo&Transistor

em sintonia com as artes e os diferentes campos de criação e conhecimento. sob o signo da História/História Cultural, da Política e da Filosofia em vertentes transdisciplinares. vivo é o interesse em mapear produções de variadas épocas para um diálogo com o presente, não pautado pelas valorações dispostas por imprensa/mercado/universidade. em tempo real, um ramal, um canal movido pela paixão de pensar, propor, celebrar o vigor e o vitalismo de uma época tão problemática quanto instigadora. a contrapelo do horror neonecroliberal infundido no Brasil e no Planeta. na linha-do-tempo, rede todo-dia. KOBO & TRANSISTOR

Deixe um comentário