
OSVALDO LAMBORGHINI, recém traduzido e editado em português – O Menino Proletário – 3 Narrativas (São Paulo, Ed. Córrego) -, é uma avalanche de invenção narrativa e instigação sexual. Não comportado a uma categoria simplesmente “orientada”, toca a androginia básica de todo ser. Invade corpos e logísticas comportamentais.

Só vejo similitude com tal audácia criativa em um filme nacional de Gustavo Vinagre – NOVA DUBAI – Onde as divisas entre as personae sociais e o desejo explodem para lá do registro homossex tomado de partida. Trata-se de um cinema, assim como a literatura do argentino exponencial – Lamborghini -, compreendido como descoberta e disseminação. Muda a instância do humano, ressitua os lugares da arte e do que há de estanque na conformação corporativa das autorias e das causas justas pessoais. Isso é Vivo, vira o jogo das adequações culturalistas insuportáveis da época do Bolsão do Bolso Mínimo. Nota – Há também tal disposição mobilizante de sexos em profusão na poética do português essencial José Emílio-Nelson. Tudo vibra no ar, nos corpos, sob a égide da mortantade organizada (Bolsete/Putin Europa Pocket). Viva a contraface do Vírus!
MSV

O menino proletário: 3 Narrativas, de Osvaldo Lamborghini. Trad. Mauricio Salles Vasconcelos e Pedro Magalia. São Paulo: Editora Córrego (Coleção Vírus), 2022

